quinta-feira, 7 de junho de 2012

A liga extraordinária do trauma - a seleção

Como os médicos mais importantes não quiseram participar do projeto, foi aberto um breve processo seletivo para preencher as vagas em aberto da Liga Extraordinária...


Quem serão os médicos selecionados?
Será que eles conseguirão cumprir as metas da Liga?
Será que o Ronaldinho Gaúcho vai emplacar no Atlético?
As respostas a essas e outras perguntas talvez estejam no próximo capítulo. Não percam!

Autoria: O chinelo da minhoca
Autoria do desenho: O chinelo da minhoca (esse minino tá desenhando que é uma beleza...)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

NARRADOR NO BURACO


- Boa noite, amigos telespectadores. Aqui quem vos fala é o sempre incansável Jonas Barra, o seu amigo das madrugadas. Estaremos juntos nas próximas 3 horas, desfrutando de um dos mais importantes campeonatos de buraco da costa leste de Pernambuco. Se você já está cansado de assistir às reprises do canal de cinema e não aguenta mais ficar espiando aqueles idiotas que estão presos dentro daquela casa, aumente o som e fique conosco durante a transmissão de mais um clássico do carteado internacional. E antes do início, a palavra dos patrocinadores. É com você, Drummond.
- Esse torneio é patrocinado por Mineradoras Jacob, “quem mais entende de buraco”, Metrô de São Paulo, “o melhor transporte do buraco”, e Clínica de Proctologia do Morumbi, “sempre cuidando do seu buraco”.
- A criatividade não tem fim. E agora um minuto de silêncio em homenagem aos jogadores de buraco que morreram no final de semana.
- Acidente de carro?
- Buraco na pista.
- Muito triste.
- Que Deus os tenha. E o juiz chama o capitão de cada uma das duplas para decidir quem embaralha e quem vai separar o morto. Alguma previsão para hoje, Drummond?
- As duplas estão muito entrosadas. Acho que hoje teremos uma partida equilibrada e honesta. Espero que não tenhamos os mesmos contratempos que tivemos no ano passado, quando as péssimas condições da mesa prejudicaram o bom andamento da disputa e...
- E começa a contenda. Dodô compra do monte. Escondeu a carta, mas parecia de copas. Descarta um sete de ouros. Chico pega o sete, olha para ele, olha para o lado, para o sete novamente, larga o sete no lixo e compra do monte. Comprou um coringuinha! Que beleza! Que jogada de sorte. A torcida vibra. Vamos ouvir o grito nas arquibancadas.
- Ô Jonas, babaca! Ô Jonas, babaca!
- Que maravilha. Descartou um valete. Benício vai pegar. Pegou. E agora? E agora? O quê será que ele vai fazer? Olha lá. Pega também o sete do lixo e vai descartar o cinco de paus. Não! O oito de espadas? O cinco, o oito, o cinco, descaaaaartaaaaa o quatro de copas na última hora, pegando todo mundo despreparado. E o seu comentário, Drummond?
- Realmente esse tipo de emoção só é sentida em um jogo dinâmico como o buraco, que reúne todas as características de um esporte verdadeiramente instigante. É por essas e outras grandes jogadas que o International Kumite For Olimpic Imbecil Everybody Games está entrando com uma representação junto ao comitê olímpico internacional para que o buraco substitua o handebol nas próximas olimpíadas. Absolutamente desafiador e metódico. Podemos afirmar com toda certeza que este jogo molda os líderes do amanhã e lapida o caráter dos justos, trazendo a harmonia para tudo que...
- E Ricardo ignora o quatro e mete a mão no monte. Rapidamente descarta o três de ouros. Dodô pega o quatro, segue para Chico que pega o três e deixa um nove e segue para Benício que dá uma olhadinha para Dodô e dá uma piscadinha com o olho direito. Dodô devolve a piscadinha e solta um beijinho disfarçado. Benício balança a cabeça dando a entender que não era esse o sinal que ele queria passar e Dodô dá duas piscadas com o olho direito e uma com o olho esquerdo. Benício entendeu o recado e pegou o nove. Drummond, cadê você?
- A linguagem da piscadinha já é antiga no esporte e acabou com vários casamentos. Em 1929, na cidade de Chicago, Peter “olhos de mel” Jones arriscou dar uma piscadinha durante um campeonato regional. Seu parceiro era o notório gângster Al Capone, que pegou seu furador de gelo de prata e...

sábado, 24 de março de 2012

Quem salvará a pele da dermatologia?

Triste realidade atual no Brasil: os dermatologistas "de verdade" estão se tornando minoria. Na verdade acho que até poderia afirmar que os especialistas "de verdade" estão se tornando (ou irão se tornar) minoria em várias especialidades, e não só na dermatologia. Apenas para situar o leitor = quando eu digo "de verdade", entre aspas, estou me referindo ao médico que tem título de especialista registrado no conselho de medicina, o que o habilita a bater no peito e urrar sua especialidade por aí sem correr riscos de levar um pito dos conselhos regionais de medicina. Vale lembrar que não fui eu que criei essa “verdade” (que fique claro para os pitizentos e seus departamentos jurídicos que esse é o entendimento do Conselho Federal de Medicina, desde que este afirma que apenas o médico com especialidade registrada pode se afirmar especialista), e nem estou querendo dizer que todos os outros seriam “de mentira” (apesar de acreditar que grande parte está brincando de andar na montanha russa das especialidades médicas).
Tudo esclarecido, continuemos então falando da dermatologia, que me parece ser o principal alvo da triste realidade citada anteriormente. Atualmente existem os "de verdade" e os "não reconhecidos como especialistas por não possuírem título ou por não ter regularizado sua situação perante o seu conselho regional e que, dessa forma, estão agindo em desacordo ao código de ética médica quando se afirmam ou se fazem entender como sendo especialistas em dermatologia" (legal esse negócio de colocar aspas - minha assessoria jurídica me ensinou). Sei que corro o risco de ofender pessoas do segundo grupo, então deixo a opção de substituírem, se isso lhes apetece, a expressão "de verdade" pela expressão "dermatologista", e a segunda definição entre aspas pode ser substituída por "não-dermatologista segundo o conselho de medicina" ou "estou tentando me tornar dermatologista, mas ainda não o sou" ou “sou dermatologista mas estou sem tempo para registrar o meu título” ou qualquer outra variação que signifique qualquer coisa menos dermatologista, pois assim regem as normas éticas do nosso conselho. 
Deixando de lado as delongas juridicamente necessárias quando se escreve um manifesto em que existe grande risco de se pisar em calos, retorno então ao tema principal. Quando a Chapeuzinho resolve encurtar o caminho até a casa da vovó, pegando atalhos pela floresta, ela corre o risco de ser abordada pelos lobos maus, que irão provavelmente tomar o seu dinheiro e guloseimas, deixando a pobre criança com sua cesta vazia, sem nada a oferecer que satisfaça a fome da pobre vovozinha (traduzindo para quem não entende muito de fábulas, moral da história ou metáforas: o médico que quer encurtar o caminho para o título de especialista, seguindo por caminhos não tradicionais, obscuros, repletos de falsas promessas, corre o enorme risco de gastar dinheiro para aprender de uma forma abaixo da ideal, e quando chegar ao consultório não terá muito o que oferecer ao paciente que o procura ansioso por um tratamento satisfatório). Existe um caminho na medicina que leva à um nível de conhecimento inquestionável, que é o aprendizado supervisionado em regime de dedicação exclusiva. Quando a supervisão e/ou a dedicação são insuficientes, o médico pode ter sua formação comprometida, dificultando a sua aprovação em provas de título de especialista ou o preparando de forma inadequada para o mercado de trabalho. Por isso o conselho foi categórico ao declarar em seus pilares éticos que o especialista deve ter sua condição comprovada pelo registro do título, coisa que não é todo mundo que consegue alcançar. Mas isso não é empecilho em um país fraco em termos de fiscalização como o Brasil. Aqui quem tem dinheiro consegue o que quer de um jeito ou de outro. Os médicos que não chegam a se tornar especialistas, mas que agem como tal, ignorando os preceitos éticos da classe, estão se multiplicando e se infiltrando em todos os níveis da nossa sociedade, acobertados pela já tradicional impunidade que mancha nossa desacreditada justiça.  E afirmar que se é especialista sem de fato o ser está se tornando tão comum que já existem entidades paralelas que se declaram como sendo "sociedades (ou academias) que possuem suas sedes no mesmo quarteirão onde funciona uma padaria que vende uma revista que veicula um anúncio de um curso pré-vestibular direcionado para alunos que querem ingressar em uma faculdade reconhecida por um certo ministério (que nem vou falar qual é porque tenho medo de ficar com cáries só de expor minha boca a um nome de reputação atual tão desgastada)" ou, para encurtar, "sociedades reconhecidas pelo beque". Percebam que a palavra "beque" está apenas funcionando como alegoria fonética, já que foi explicado anteriormente que não citaria o nome do tal ministério que reconhece ou autoriza a abertura de qualquer boteco que lhe ofereça desconto no chopp. 
Porém, voltemos ao discurso principal, já que estou inclinado a me perder em devaneios e estratégias de desvio de balas perdidas. Como dizia anteriormente a situação está complicada, pois estão surgindo profissionais de formação altamente duvidosa, com riscos para a sociedade que dorme despreocupada. A inocente sociedade não percebe o risco que corre e nem que este risco tende a crescer exponencialmente em um futuro próximo. E, além dos profissionais espertões, tem mais gente achando tudo isso ótimo: as indústrias farmacêuticas já perceberam que só tem a ganhar patrocinando profissionais que se encaixam no que eu chamo de "dark side" da medicina, que seria o segmento médico que se preocupa em alcançar altos patamares de respaldo e remuneração no menor tempo possível e independente do custo financeiro ou ético que isso possa acarretar, se esgueirando pelas brechas do sistema e exigindo os mesmos direitos sem ter que cumprir os mesmos deveres. Laboratórios que se diziam dedicados à dermatologia agora se dedicam a qualquer coisa que comece com derma ou med e termine com logia ou estética, etc. Algumas empresas investem pesado em certos grupos de médicos interessados em dermatologia, pois eles são uma presa fácil, por não possuírem conhecimento suficiente para avaliar de forma crítica o que lhes é anunciado (ex: qualquer creminho de gosma de caracol passa a ter local de destaque no arsenal lamacêutico dessa turminha que acredita em creme pra celulite, disco voador e cursinhos de final de semana), aceitam mais facilmente os acordos de "parceria" remunerada (até porque o exemplar do código de ética médica desse povo deve estar escrito em polonês e servindo de calço para o pé da mesa) e provavelmente já contam com mais membros que a única sociedade de dermatologia que é filiada à Associação Médica Brasileira. A dermatologia está deixando de ser especialidade e está virando assunto, cursinho, hobby, comércio, clubinho, até mesmo subespecialidade de quem não é especialista em nada. Nosso futuro como pacientes acometidos por perebas, birrugas e outras ziquiziras infelizmente parece incerto, pois os dermatologistas devidamente registrados crescem em ritmo muito mais lento que os sem registro, além do fato que os profissionais éticos se tornam ofuscados pelos que reivindicam publicamente em todos os meios de comunicação a autoria de seus milagres (contrariando o código de ética que condena as atitudes de autopromoção sensacionalistas)  e que sofrem apenas uma vez ou outra alguma punição que mais parece tapinha na mão e dormir sem sobremesa. Isso sem nem citar o fato de que algumas categorias profissionais fora da medicina resolveram se aproveitar da demora da aprovação da Lei do Ato Médico para praticarem atos que até pouco tempo atrás eram realizados apenas por médicos (é uma terceira categoria, que irei classificar de forma não oficial como "não reconhecidos como especialistas em dermatologia, pois deveriam estar presos por prática ilegal da medicina pra começo de conversa" ou como "camarada que consegue ser mais cara de pau que o Pinóquio quando acha que é só colocar a palavra "estética" no final do nome do curso para se habilitar a fazer o que lhe der na telha e que só não dou uma na cara dele porque abomino a violência e tenho alergia a óleo de peroba"). É muito triste mesmo, e não só para a dermatologia, talvez a maior vítima depois do paciente, mas para toda a medicina. Parece que em algum momento do passado a figura do especialista confiável sofreu uma ruptura múltipla de órgãos, do tipo que nem dá pra estancar o sangramento, e agora a observamos no CTI, com o abdome cheio de compressas, fazendo apenas o controle de danos e rezando para que ela não evolua para o óbito. Me desculpem a revolta. Tenho acompanhado de perto as dificuldades das sociedades sérias de especialistas e até estou vendo com gosto que muito tem sido feito para proteger a medicina em geral, mas principalmente a dermatologia. O problema é que também vejo muita coisa errada surgindo em ritmos frenéticos, o que me dá a impressão que para cada boa notícia surgem logo três ou quatro ruins. Atualmente as boas sociedades estão dependendo tanto dos departamentos jurídicos para tentar corrigir o que está errado, que tenho receio que uma hora eles percebam a grande brecha na nossa legislação e criem a advocacia estética, o conselho de estética do senado, o código de estética médica ou qualquer outra variação de estética utilizada como sufixo e/ou pretexto para mais um golpe de picareta no peito da medicina que um dia jurou frases rebuscadas sob a sombra de Hipócrates. Encerro meu desabafo pedindo desculpas aos colegas de bem que podem ter se assustado com minhas previsões apocalípticas no melhor estilo "2012". Também peço desculpas aos colegas que se sentirão ofendidos a ponto de querer sair da floresta e seguir novamente pela estrada (lembram da metáfora da Chapeuzinho?). Aos colegas que habitam as profundezas do "dark side", apenas desejo que esse texto possa ser uma luz para os pacientes que ainda dormem despreocupados. 
* Em tempo = esse texto não foi autorizado pelo "beque", mas não pelo seu conteúdo, e sim pela falta de dinheiro do autor. 

Autoria = O chinelo da minhoca

quinta-feira, 15 de março de 2012

COISAS ENGRAÇADAS NA NET - 2



1. MSS: Movimento dos Sem Sinal
Fontes = harem.spaceblog.com.br e aliancamusic.wordpress.com 


2. A depressão não escolhe hora e nem lugar para acometer as pobres almas amarguradas...
Fonte = os100mentes.blogspot.com


3. A propaganda é a alma do negócio! (mesmo sendo mentira)
Fonte = caption-of-the-day.com 


Seleção = O chinelo da minhoca

sexta-feira, 9 de março de 2012

Código de verificação e outras mazelas



Hoje eu fiquei p... da vida com essa m... de verificador que aparece quando estamos enviando um e-mail ou compartilhando alguma coisa (por exemplo, no próprio facebook), que estão ficando cada vez mais difíceis de ler e que nos fazem perder o maior tempo. Dizem que é pra evitar spam, vírus, ataques terroristas, ursos e o diabo a quatro. Simplesmente não consigo ler alguns desses códigos (será que estou virando um vírus?).

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A liga extraordinária do trauma - origens da liga

O conceito:

A liga extraordinária do trauma foi idealizada para formar
 uma equipe médica composta pelos melhores médicos de cada 
especialidade envolvida com atendimentos de urgência.

Inicialmente, ela teria como integrantes...





* A Sociedade Brasileira de Ortopedia não colaborou 
com a produção dessa piadinha.

* Alguns ortopedistas entraram em contato com a nossa redação através de cartas, 
mas infelizmente não entendemos nada do conteúdo das mesmas devido às 
várias manchas de graxa, pedaços de gesso, além da péssima caligrafia. 

* Parece que fomos desafiados a repetir essa piadinha durante o próximo MMA, digo, próximo Congresso da Sociedade de Ortopedia. 


Autoria: O chinelo da minhoca

domingo, 12 de fevereiro de 2012

NOVELA DA VIDA REAL


Sandrinha armou a mão, pegou impulso e desferiu um violento tapa contra o rosto de Elisângela.
Elisângela rodopiou no mesmo lugar, soltou um gritinho discreto e devolveu o tapa na mesma intensidade, mesma direção e em sentido oposto, seguindo à risca a terceira lei de Newton.
O tapa devolvido não atingiu Sandrinha em cheio. Pegou meio mascado, fazendo mais “tum” do que “paf”, o que para alguns especialistas seria definido não como um tapa, mas como um pescoção. Sandrinha ficou possessa, pois nunca na vida tinha levado pescoção, ou pescocinho, ou pescotapa, ou qualquer variedade de ato violento com nome de goela.
Engraçado como os homens não costumam separar briga de mulher. Alguns até chegam a fazer um cordão humano para delimitar melhor a área do combate, de forma que as combatentes não saiam e os separadores de briga não entrem.
A única pessoa que queria separar as duas era Fábio, o noivo de Sandrinha. Aliás, ele era o motivo da discórdia, pois deveria estar na igreja naquele momento para se casar com Sandrinha. Não apareceu porque tinha fugido com Elisângela.
Mas pobre quando foge é dureza... Tem que passar na casa de todo mundo que conhece pra falar que vai fugir, pegar umas marmitas pra levar de matula na fuga, tem que chorar e falar que vai morrer de saudades e um monte de formalidades menos importantes. O casamento havia sido sabotado há pouco mais de duas horas e eles ainda nem tinham saído da vizinhança de Elisângela.
E o pior aconteceu (e sempre acontece): Sandrinha recebeu uma ligação anônima de uma amiga de Elisângela (que morria de ódio de ver a amiga feliz) e, tendo em mãos o endereço exato da localização dos foragidos, partiu pra fazer justiça. Mas na hora de sentar a mão no cafajeste do Fábio, destinatário do tapa em questão, ele se abaixou, deixando Elisângela na reta. A polícia poderia até colocar Elisângela na lista das vítimas de tapa-perdido, mas a verdade é que Sandrinha deu até um impulso a mais quando viu que ia acertar a sirigaita ao invés do cafajeste.