Estou relatando esta história na tentativa de ajudar as pessoas que podem estar correndo risco de vida. No dia 15 de Outubro de 2004 o meu tio estava voltando do bar no seu chevette bege quando perdeu a direção do veículo, subiu no passeio, atropelou duas pessoas e bateu violentamente em uma árvore. Foi socorrido pelos bombeiros e levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. Os médicos disseram que a causa da morte foi politraumatismo, mas a família não aceitou aquilo muito bem e me pediu para fazer uma investigação pessoal, já que conheço muitas pessoas. Entrei em contato com alguns amigos e descobri o nome do bar onde meu tio estava antes do acidente. Lá obtive a informação de que meu tio tinha permanecido ali por aproximadamente 6 horas, bebendo cachaça com os amigos. Contei sobre o ocorrido e um dos garçons me disse que talvez alguém tenha colocado algo na bebida do meu tio. O copo que meu tio utilizou ainda não havia sido lavado, então o pedi emprestado para fazer algumas pesquisas. Entrei em contato com um colega que estudou química no cefet e ele constatou a presença de, pasmem, álcool etílico. Isso mesmo. O mesmo líquido utilizado como combustível de automóveis. De acordo com o médico legista, o meu tio estava com 4 gramas de álcool por litro de sangue, uma quantidade que pode provocar visão embassada, perda dos reflexos, euforia, falta de noção e uma condição médica conhecida como "embriaguez". Voltei ao bar e pressionei o dono do estabelecimento, que acabou revelando que a cachaça que meu tio estava bebendo continha quase 50% de graduação alcoólica!!!! E o pior: a cachaça já vinha da fábrica desse jeito. Ou seja, alguém colocou álcool na cachaça ainda no processo de fabricação da mesma.